“Não vejo a hora de conquistar minha independência financeira!” “Meu sonho é viver de renda!” “Quero poder parar de trabalhar o quanto antes.”

Esses pensamentos devem ser comuns a você e a pessoas próximas. Então vamos entender um pouco mais sobre o que é independência financeira e como chegar lá.

Independência financeira é quando o investidor consegue uma renda mensal, através de investimentos, maior do que as despesas. Quando isso acontece, é possível desfrutar de um determinado padrão de vida sem precisar trabalhar.

“Aposentar-se, em finanças pessoais, significa, portanto, atingir uma segurança financeira que lhes permita viver a vida como vocês gostariam. Talvez até trabalhando muito.” (Cerbasi, Gustavo, Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, 2004 p.149)

Observado o perfil do investidor e seu objetivo de padrão de vida, pode-se começar um planejamento específico para a tão sonhada aposentadoria financeira. Analisando os produtos com o perfil semelhante do investidor e as rentabilidades esperadas, pode-se projetar quanto será preciso poupar e investir por um determinado período.

Para o investidor que almeje apenas pagar, com sua aposentadoria financeira, suas contas básicas como: casa, comida, saúde, luz entre outras, provavelmente não precisará acumular tantos recursos quanto um investidor que ostenta uma aposentadoria que arque com um padrão de vida luxuoso.

O autor Leandro Rassier, divide os trabalhadores em dois grupos de trabalho:

Tabela – Grupos de Trabalho

Grupo Um

Grupo Dois
Empregados Dono de Empresa
Autônomo

Investidor

“Se você pertence ao grupo um, sua renda depende exclusivamente do seu trabalho pessoal, ou seja, você trabalha pelo dinheiro e o seu fluxo de receita depende que estejam sempre trabalhando. No entanto, se você está no grupo dois, mesmo que esteja parado, estará recebendo dinheiro.”         (Rassier, Leandro, Apostila Finanças Pessoais, 2011 p.8)

Identificar o grupo de trabalho, ajuda a entender o fluxo de receita e a montar uma estratégia,  para que a renda dependa cada vez menos de trabalho do futuro “aposentado financeiro”. A medida em que se tem mais projetos independentes com investimentos gerando renda e caminhando “sozinhos”, se tem mais tempo para montar novos projetos e planejar novos investimentos para acumular ainda mais riqueza.

Muitas pessoas confundem ganhar muito dinheiro com acumulação de riquezas. São dois conceitos distintos, pois quando se ganha muito dinheiro e gasta-se na mesma proporção, não se acumula riqueza. Não precisa ganhar muito dinheiro para acumular riquezas, mas sim ter disciplina, meta e objetivos concretos para conseguir gastar menos do que se ganha.

Acumular riqueza é fundamental para se ter uma aposentadoria financeira concreta, mas não basta gastar menos do que se ganha, tem-se também que saber investir o dinheiro para que seu capital aumente com a ajuda dos juros compostos e em  velocidades cada vez maiores e minimize seus esforços.

“Acumular riquezas não significa acumular um conjunto de bens que provocam despesas no seu fluxo de caixa. Existem investimentos bons, que geram renda e aumentam a solidez financeira e existem investimentos ruins, que tiram dinheiro do seu bolso todo mês, gerando despesas e reduzindo o seu poder de compra.” (Rassier, Leandro, Apostila Finanças Pessoais, 2011 p.8)

“Podemos citar como exemplos de bons ativos: ações, imóvel para alugar, fundos de investimentos, negócios que não precisam de sua presença, entre outros. E como exemplo de falsos ativos ou ativos ruins: Casa de praia, sítio, carros, barcos, entre outros que gerem despesas mensais.” (Rassier, Leandro, Apostila Finanças Pessoais, 2011, p.9)

Algumas alternativas de investimento para uma independência financeira com  renda fixa e renda variável  são: fundos de investimento, caderneta de poupança, CDBs, Títulos Públicos, Ações, Debêntures e Letras de Crédito Imobiliário.

“Todo investidor deve buscar a otimização de quatro aspectos básicos em um investimento: retorno, prazo, proteção e liquidez[1]. Ao avaliá-lo, portanto, deve estimar sua rentabilidade, liquidez e grau de risco. A rentabilidade é sempre diretamente relacionada ao risco. Ao investidor cabe definir o nível de risco que está disposto a correr, em função de obter uma maior ou menor lucratividade.” (Hilgert, Sílvio, Aprenda a Investir na Bolsa de Valores, 2011 p.9)

Renda variável, como o próprio nome já sugere, varia de acordo com alguns fatores como volatilidade, liquidez e risco, sendo assim, não se sabe antecipadamente qual será o retorno do investimento. Nesses tipos de investimento o investidor pode ter prejuízos, o que significa que ele pode perder dinheiro ou invés de ganhar, mas normalmente esses investimentos se usados da forma correta e com conhecimento prévio podem trazer excelentes resultados. Dependendo do horizonte do investimento do investidor, pode ser uma excelente opção de diversificação até mesmo para os investidores com os perfis  mais conservadores.

Renda fixa, ao contrario do que se pensa, nem sempre se sabe exatamente o quanto vai se ter no final do vencimento de uma aplicação. Isto acontece, pois este tipo de investimento pode ser pré ou pós fixado. Os investimentos pós fixados são atrelados a taxas que oscilam diariamente como a taxa Selic[2] e o DI[3] ou a índices de preços. Outro mito sobre renda fixa é que não se tem risco em investimentos dessa categoria, pois todo investimento de renda fixa incorre no risco institucional e no risco de crédito das instituição que remuneram seu capital. Existem alguns investimentos que tem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) até R$ 250.000,00 , mas é importante conhecer muito bem o investimento e a instituição para que se minimize os riscos do investimento.

Como você percebeu, para se tornar um Investidor Absoluto e conquistar sua tão sonhada independência financeira não basta ficar sonhando  e planejando, tem que agir!  Não deixe para começar mês que vem, nem semana que vem e nem amanhã. Comece agora! Invista em educação financeira e procure um especialista.

 

Referências:

  • CERBASI, Gustavo. Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, Ed. Gente, 2004
  • FORTUNA, Eduardo. Mercado Fianceiro: Produtos e Serviços, Ed.Qualitymark, 2005
  • HILGERT, Sílvio. Aprenda a Investir na Bolsa de Valores, Ed. Iesde, 2011
  • RASSIER, Leandro. Apostila Finanças Pessoais, Ed. Campus, 2011
  • RASSIER, Leandro. Conquiste sua Independencia Financeira: Organize suas  finanças e faça o seu  dinheiro trabalhar para você, Ed. Elsevier, 2010.
  • PEREIRA, Fábio Guelfi. Titulos Públicos Sem Segredos, Ed. Campus, 2009

[1] Liquidez é a facilidade de transformar  um ativo em dinheiro por um preço justo no prazo esperado.

[2] “É a taxa apurada no Selic (Sistema Especial de Liquidação e Custódia), obtida mediante a cálculo da taxa média ponderada e ajustada das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e cursadas no referido sistema ou em câmaras de compensação e liquidação de ativos, na forma de operações compromissadas.” (Pereira, Fabio, Títulos Públicos Sem Segredo, 2009, p.144)

[3] As estatísticas do ativo Taxa DI-CETIP Over (Extra-Grupo) são calculadas e divulgadas pela Cetip, apuradas com base nas operações de emissão de Depósitos Interfinanceiros pré-fixados, pactuadas por um dia útil e registradas e liquidadas pelo sistema CETIP, conforme determinação do Banco Central do Brasil.

 

maxlindercampos
Written by maxlindercampos
Profissional CFP®, Administrador, MBA em Finanças, SUSEP, CPA-20, CEA-ANBIMA, PQO-BMF&Bovespa, Educador Financeiro, Empreendedor e aficionado por novos conhecimento.

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